Amanhã farei a primeira prova do meu exame de qualificação do doutorado. Álgebra Comutativa... E logo no começo da semana que vem, farei mais duas.
Isso por si deveria me deixar um tanto tenso, mas há outras coisas me incomodando... Entre elas, a dúvida acerca das disciplinas que irei cursar no próximo semestre (estou numa encrenca indecisória!).
...
Não dá pra falar nisso agora, tenho que ir dormir para acordar amanhã junto com o Sol. Vida de doutorando não é fácil...
Desejem-me sorte!
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Menino esquisito
Sabe, às vezes eu fico pensando em como certa beleza se perde quando se perde também a originalidade. Pessoas (e coisas e teorias) normais, estáveis, simples, podem ser úteis, necessárias e agradáveis, mas são geralmente tão... desinteressantes. Eu estou mesmo muito mais sem graça do que gostaria e digo: minha vida era muito mais interessante quando eu era um menino esquisito.
Eu poderia parecer chato, solitário, talvez meio arrogante, mas era original e criativo, e feliz do meu modo. Uma das histórias que minha mãe conta é de como eu aprendi a ler muito rápido e praticamente não fiz a pré-escola: passei apenas uns 3 meses nessa fase, porque reclamava que achava as outras crianças muito bobas. Elas só queriam saber de correr e brincar, enquanto que eu queria ler - ler muito - e na pré-escola só tinha acesso a poucos livros - e livros bobos.
Em outras palavras, era criança e não gostava de coisas de crianças.
Não sei se meu interesse pelos livros foi devido ao meu isolamento ou o contrário, provavelmente uma coisa estimulou a outra. O fato é que isso e a relativa escassez de livros me levou a ter poucas atividades senão ler avidamente tudo o que podia, nem que fossem livros de matemática de séries posteriores. Daí o leitor pode imaginar como meu futuro profissional começou a se delinear.
Por isso e por muitas outras coisas, sei que era estranho e, de um modo também estranho, me orgulho dessa época. Eu era muito mais (relativamente) criativo e focado, era autodidata, e tinha um equilíbrio emocional muito grande. Muito do que procuro hoje é recuperar qualidades que me eram naturais e que se perderam com o desenrolar de muitos fatos, quando passei e me integrar com as pessoas ao meu redor.
Hoje eu sou um indivíduo * normal que ganharia muito se voltasse a ser * esquisito.
...
Agora substitua cada asterisco pela palavra "quase".
Eu poderia parecer chato, solitário, talvez meio arrogante, mas era original e criativo, e feliz do meu modo. Uma das histórias que minha mãe conta é de como eu aprendi a ler muito rápido e praticamente não fiz a pré-escola: passei apenas uns 3 meses nessa fase, porque reclamava que achava as outras crianças muito bobas. Elas só queriam saber de correr e brincar, enquanto que eu queria ler - ler muito - e na pré-escola só tinha acesso a poucos livros - e livros bobos.
Em outras palavras, era criança e não gostava de coisas de crianças.
Não sei se meu interesse pelos livros foi devido ao meu isolamento ou o contrário, provavelmente uma coisa estimulou a outra. O fato é que isso e a relativa escassez de livros me levou a ter poucas atividades senão ler avidamente tudo o que podia, nem que fossem livros de matemática de séries posteriores. Daí o leitor pode imaginar como meu futuro profissional começou a se delinear.
Por isso e por muitas outras coisas, sei que era estranho e, de um modo também estranho, me orgulho dessa época. Eu era muito mais (relativamente) criativo e focado, era autodidata, e tinha um equilíbrio emocional muito grande. Muito do que procuro hoje é recuperar qualidades que me eram naturais e que se perderam com o desenrolar de muitos fatos, quando passei e me integrar com as pessoas ao meu redor.
Hoje eu sou um indivíduo * normal que ganharia muito se voltasse a ser * esquisito.
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Agora substitua cada asterisco pela palavra "quase".
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Teste seu navegador
Há muito tempo atrás, quando eu ainda usava Windows, alguém me indicou o site Peacekeeper, que permite ao visitante testar o navegador que está usando, salvar temporariamente os resultados e comparar com outros navegadores intalados em seu computador. Fiz o teste na época, mas depois (lógico) esqueci-me totalmente do resultado.
Este ano tornei-me civilizado e passei a usar o Debian Linux, mesmo tendo uma cópia original do Windows Vista. Um colega me indicou como baixar o Google Chrome, que ainda está em versão de desenvolvimento para o Linux.
[Digamos que é um beta do beta do beta =). Está sem suporte a plugins externos como flash e, em algumas janelas de configuração, faltam as opções: em lugar delas aparece a palavrinha "TODO"]
Daí me lembrei do Peacekeeper e resolvi fazer o teste. Tive uma surpresa muito boa ao ver os resultados!

3 vezes mais pontos não é pouca coisa! E de fato o navegador parece que vai ser muito bom, pelo menos em termos de velocidade ;)
Este ano tornei-me civilizado e passei a usar o Debian Linux, mesmo tendo uma cópia original do Windows Vista. Um colega me indicou como baixar o Google Chrome, que ainda está em versão de desenvolvimento para o Linux.
[Digamos que é um beta do beta do beta =). Está sem suporte a plugins externos como flash e, em algumas janelas de configuração, faltam as opções: em lugar delas aparece a palavrinha "TODO"]
Daí me lembrei do Peacekeeper e resolvi fazer o teste. Tive uma surpresa muito boa ao ver os resultados!

3 vezes mais pontos não é pouca coisa! E de fato o navegador parece que vai ser muito bom, pelo menos em termos de velocidade ;)
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Sábado, 13 de Junho de 2009
Conta demais
Eu tentei, mais de uma vez, selecionar as idéias, deletar as perigosas, ressaltar as mais sociáveis, mas não consegui. Idéias têm vida própria, são esquivas. Especializam-se na arte de se esconder nas dobrinhas do cérebro e, quando menos se espera, elas reaparecem e dominam a minha mente.
Não, não vou ficar falando em termos abstratos - ou, pelo menos, não muito.
Refiro-me em parte ao blog, em parte à matemática, em fim, a tudo o que "Conta demais" significa na minha vida. É isso mesmo, esse nome tem mais de um sentido e cabe às minhas idéias desobedientes o trabalho de expressar seu significado.
Nos últimos dois anos fui tomado por um problema abstrato. Pela primeira vez na vida lidava contra um adversário invisível que era mais forte do que eu - uma abstração perigosa, gerada por idéias criativas demais - porque estava fora do poder de controle da minha racionalidade. Aliás, fez-me questionar fortemente tal poder e repensar tudo, mais de uma vez, muitas vezes em loops aparentemente sem fim. Muitas e muitas contas.
Ah, seria prático se o problema fosse matemático.
E como se não bastasse, também há os problemas realmente matemáticos. E os problemas práticos do dia-a-dia... adicionando-se uns aos outros, sem pausas para descanso, numa conta de mais enorme...
...
Vocês acham que isto é um desabafo? Errado!
Ha!
Eu gosto de contas: lembram-me do oxigênio no cérebro, do sangue nas veias e do ar dos pulmões - sim, estou cansado e sobrecarregado porque estou muito vivo!
Não, não vou ficar falando em termos abstratos - ou, pelo menos, não muito.
Refiro-me em parte ao blog, em parte à matemática, em fim, a tudo o que "Conta demais" significa na minha vida. É isso mesmo, esse nome tem mais de um sentido e cabe às minhas idéias desobedientes o trabalho de expressar seu significado.
Nos últimos dois anos fui tomado por um problema abstrato. Pela primeira vez na vida lidava contra um adversário invisível que era mais forte do que eu - uma abstração perigosa, gerada por idéias criativas demais - porque estava fora do poder de controle da minha racionalidade. Aliás, fez-me questionar fortemente tal poder e repensar tudo, mais de uma vez, muitas vezes em loops aparentemente sem fim. Muitas e muitas contas.
Ah, seria prático se o problema fosse matemático.
E como se não bastasse, também há os problemas realmente matemáticos. E os problemas práticos do dia-a-dia... adicionando-se uns aos outros, sem pausas para descanso, numa conta de mais enorme...
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Vocês acham que isto é um desabafo? Errado!
Ha!
Eu gosto de contas: lembram-me do oxigênio no cérebro, do sangue nas veias e do ar dos pulmões - sim, estou cansado e sobrecarregado porque estou muito vivo!
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